[REVIEW] – Toy Story 3
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O ano era 1995. Eu tinha 8 anos. A Pixar, até então uma empresa que produzia “hardware” para filmes de animação, lançava o primeiro longa-metragem totalmente feito por computação gráfica da história: Toy Story. O roteiro girava em torno da rivalidade de dois brinquedos, o xerife-caubói Woody e o patruleiro estelar Buzz Lightyear, que lutavam pela preferência de Andy, o menino de 8 anos, dono dos brinquedos.
O ano era 1995. Eu tinha 8 anos. E até hoje guardo lembranças muito puras de Toy Story. Não só porque o filme foi um dos primeiros que meu raciocínio infantil entendeu, mas também porque ele foi capaz de captar as nuances e as belezas da história.

Por isso, ao pisar em uma sala de cinema para ver Toy Story 3 quinze anos após o lançamento do original, é, no mínimo, uma tarefa carregada de emoções e nostalgia. E, se esse foi o objetivo dos roteiristas, eles acertaram em cheio. Toy Story 3, assim como qualquer trabalho da Pixar, conquista o público de uma forma impressionante, mas funciona muito mais extravasando as lembranças daquelas crianças que, assim como eu, assistiram ao primeiro filme da franquia aos 8 anos.
Toy Story 3 é um filme sobre a infância e, ao mesmo tempo, sobre a perda dela. O tempo passou e Andy, agora, é um rapaz de 17 anos prestes a entrar na faculdade e deixar a sua casa. Woody, Buzz e sua turma, por outro lado, estão jogados em um baú loucos para que Andy volte a brincar com eles. Tudo muda quando a mãe de Andy ordena ao filho decidir o que fazer com os velhos brinquedos. Uma grande confusão faz com que todos parem em uma creche, a Sunnyside, onde encontram inimigos e, a partir daí, passam a correr contra o tempo para voltarem pra casa antes de Andy partir para a faculdade.

No quesito técnico, a decisão de não abusar dos efeitos e apostar em cores fortes foi certeira. Os tons hipnotizam o público. A fotografia também foi bastante feliz ao tornar um ambiente como a creché, colorida e cheia de vida, em um cenário sombrio e dramático parecido com uma prisão.
Outro ponto que precisa ser comentado foi a genialidade de Michael Arndt, o roterista, em explorar a personalidade e as características de cada personagem. Dessa forma, podemos nos divertir com as “personalidades programadas” de Buzz, o nada corajoso Rex e o imenso coração de Woody que, mesmo sabendo que seu dono cresceu, insiste em voltar pra casa e ficar o mais perto possível dele.

No final das contas, Toy Story 3 é capaz de despertar no público uma montanha-russa de emoções ao nos deixar apreensivos nos momentos mais dramáticos, nos fazer rir das geniais sequencias do boneco Ken e a derramar lágrimas sinceras como uma criança de 8 anos que não viu o tempo passar.






Já tem review de Toy Story 3 no @achei_tendencia, pessoal! http://bit.ly/dxYbIY
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@thassius "Positivo, metrossexual de plástico!" – http://migre.me/ScfD :P
[...] a revista traz um editorial de moda estrelado pelo boneco Ken. Depois de sua participação no divertido e emocionante “Toy Story 3″, a personagem saiu da sombra de sua companheira Barbie e foi alçado ao posto de ícone fashion [...]