[Review] The Voice
Quando você pensava que todos os modelos possíveis de “realities” musicais já tinham sido inventados, eis que surge a NBC com uma nova proposta, o The Voice.
Confesso que fechei a cara no primeiro minuto que li a notícia e, pra falar a verdade, nem lembrei da estreia do programa. Sou fã de programas de talentos musicais. Acompanhei todas as temporadas de American Idol e já vibrei muito com a descoberta de artistas como Adam Lambert, David Cook, Kelly Clarkson, Jennifer Hudson, Fantasia Barrino, entre outros que já passaram nessas 11 temporadas (já?!).
O fato é que a fórmula perdeu a graça, ficou chata. American Idol vem definhando ao longo dessas duas últimas temporadas e tudo ficou mais evidente quando Casey Abrams, o último eliminado da temporada quu está no ar, disse, em uma entrevista, que o mais difícil do show é tentar conciliar o desejo do mentor e big wig da gravadora do programa, Jimmy Iovine, e os diretores artísticos. O que já estava chato pra mim, ficou intragável.
Daí surge o The Voice, com uma premissa um tanto quanto curiosa: o que importa é a voz. Não é a sua beleza ou que você está vestindo. Para isso, o time de jurados, Christina Aguilera, Adam SEU LINDO Levine, Cee-Lo e Blake Shelton ficam em cadeiras posicionadas de costas para os candidatos. Quando eles gostam do que estão ouvindo, apertam o botão, a cadeira vira e TODOS VIBRA. Se mais de um jurado virar a cadeira, o participante pode escolher quem ele quer como seu mentor para as futuras etapas da competição.
O que me empolgou nisso tudo é que o programa entrega muito mais do que promete. Enquanto você está cansado de talentos que não dão tudo o que podem no palco de Idol, justamente por causa das amarras dos produtores, a seleção muito bem feita dos participantes de The Voice dá um show! Com direito a emoção da pessoa que vos escreve quando o botão é apertado e briga dos jurados pela escolha dos futuros pupilos. Taí outro fator matador do programa: a química dos jurados é incontestável. Sem disse-me-disse e sem opiniões que não adicionam nada a vida do candidato.
Ainda é cedo pra falar sobre o futuro do programa, mas a expectativa e a audiência, que marcou 11,8 milhões de telespectadores, são promissoras.
The Voice é exibido às terças, 22h (horário de Brasília), na NBC (ainda sem previsão de exibição no Brasil). Mais informações em nbc.com/the-voice
[Review] – The Social Network
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Cotação: Direção: Roteiro: |
Confesso que assim que “The Social Network” foi anunciado eu virei a cara. Achava simplesmente um filme que ia ser feito pegando carona no sucesso das redes sociais. Alguns meses depois e com o lançamento dos primeiros teasers, percebi que o buraco podia ser um pouco mais embaixo e comecei aguardá-lo ansiosamente. Hoje, apôs tê-lo assistido, posso afirmar que “The Social Network” não é só um filme que conta a história da criação de uma rede social, é um retrato da era em que vivemos.
A premissa é bem simples: o filme traz os bastidores da criação do Facebook, a rede social iniciada pelo bilionário mais jovem do mundo, Mark Zuckerberg, hoje uma empresa avaliada em 25 bilhões de dólares com 500 milhões de membros espalhados por 207 países ao redor do mundo. O que torna “The Social Network” tão especial é como essa história aparentemente tão simples foi contada.

A parceria entre o diretor, David Fincher, e o roteirista, Aaron Sorkin, é nada mais do que brilhante. Os dois souberam retratar perfeitamente o cenário turbulento e de disputas que levou o Facebook a ser o que é hoje. Enquanto o Facebook se tornava um sucesso entre os alunos de Harvard e começava a se espandir para outras prestigiadas faculdades como Yale e Stanford, nos bastidores, Mark Zuckerberg enfrentava as acusações de plágio dos irmãos Winklevoss e uma contrastante visão de negócio defendida pelo co-fundador, Eduardo Saverin. Mesmo assim, Marck decidiu seguir com suas ideias pessoais para a rede social e instalou a empresa no Vale do Silício, na Califórnia, onde passou a dividir seus planos com o criador do Napster, Sean Parker.

A narrativa do filme é contada por meio de um embate judicial entre Zuckerberg e Saverin no qual cada um, observados por seus advogados, contam seus pontos de vista sobre os fatos. O filme também é muito feliz ao retratar os bastidores das altas aristocracias que permeiam Harvard, das casas onde os estudantes moram às festas regadas a álcool e drogas. Mas nada no filme consegue ser mais realista do que os personagens. Aqui, tiro o meu chapeú para Justin Timberlake e Andrew Garfield, mas, principalmente, para Jesse Eisenberg. O moço retrata com perfeição um Mark Zuckerberg ao mesmo tempo visionário, gênio, obcecado, lunático, sarcástico e egocêntrico que, em outros tempos, seria considerado um maníaco imprestável, mas que na era da Internet é capaz de construir um império sem que ninguém ache estranho, mas, muito pelo contrário, o admire.
[REVIEW] – Toy Story 3
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Cotação:
Distribuidor: |
O ano era 1995. Eu tinha 8 anos. A Pixar, até então uma empresa que produzia “hardware” para filmes de animação, lançava o primeiro longa-metragem totalmente feito por computação gráfica da história: Toy Story. O roteiro girava em torno da rivalidade de dois brinquedos, o xerife-caubói Woody e o patruleiro estelar Buzz Lightyear, que lutavam pela preferência de Andy, o menino de 8 anos, dono dos brinquedos.
O ano era 1995. Eu tinha 8 anos. E até hoje guardo lembranças muito puras de Toy Story. Não só porque o filme foi um dos primeiros que meu raciocínio infantil entendeu, mas também porque ele foi capaz de captar as nuances e as belezas da história.

Por isso, ao pisar em uma sala de cinema para ver Toy Story 3 quinze anos após o lançamento do original, é, no mínimo, uma tarefa carregada de emoções e nostalgia. E, se esse foi o objetivo dos roteiristas, eles acertaram em cheio. Toy Story 3, assim como qualquer trabalho da Pixar, conquista o público de uma forma impressionante, mas funciona muito mais extravasando as lembranças daquelas crianças que, assim como eu, assistiram ao primeiro filme da franquia aos 8 anos.
Toy Story 3 é um filme sobre a infância e, ao mesmo tempo, sobre a perda dela. O tempo passou e Andy, agora, é um rapaz de 17 anos prestes a entrar na faculdade e deixar a sua casa. Woody, Buzz e sua turma, por outro lado, estão jogados em um baú loucos para que Andy volte a brincar com eles. Tudo muda quando a mãe de Andy ordena ao filho decidir o que fazer com os velhos brinquedos. Uma grande confusão faz com que todos parem em uma creche, a Sunnyside, onde encontram inimigos e, a partir daí, passam a correr contra o tempo para voltarem pra casa antes de Andy partir para a faculdade.

No quesito técnico, a decisão de não abusar dos efeitos e apostar em cores fortes foi certeira. Os tons hipnotizam o público. A fotografia também foi bastante feliz ao tornar um ambiente como a creché, colorida e cheia de vida, em um cenário sombrio e dramático parecido com uma prisão.
Outro ponto que precisa ser comentado foi a genialidade de Michael Arndt, o roterista, em explorar a personalidade e as características de cada personagem. Dessa forma, podemos nos divertir com as “personalidades programadas” de Buzz, o nada corajoso Rex e o imenso coração de Woody que, mesmo sabendo que seu dono cresceu, insiste em voltar pra casa e ficar o mais perto possível dele.

No final das contas, Toy Story 3 é capaz de despertar no público uma montanha-russa de emoções ao nos deixar apreensivos nos momentos mais dramáticos, nos fazer rir das geniais sequencias do boneco Ken e a derramar lágrimas sinceras como uma criança de 8 anos que não viu o tempo passar.
[REVIEW] – Michael Jackson’s: This is It
| Cotação: Distribuidor: |
Começo a resenha deixando claro que não sou fã de Michael Jackson. Nunca fui. Apesar de conhecer os primeiros acordes das suas principais canções (quem não conhece?), nunca fui fanática por sua carreira, coreografias e, muito menos, por sua personalidade ambígua.
Mas tenho que admitir que This is It é uma proeza. Principalmente por conseguir fazer o que MJ não conseguiu durante toda a sua carreira: fazer o público olhar somente para o grande artista que ele foi sem, em nenhum momento, virar os holofotes para os problemas que permearam a sua vida pessoal.
This is It não é um filme e nem um documentário. É uma compilação de imagens de uma turnê que nunca existiu. E que mostra na quase totalidade dos seus 112 minutos, um Michael Jackson alegre e que, mesmo aos 50 anos de idade, ainda tinha fôlego de sobra para dançar como ninguém. Extremamente exigente com tudo e todos que participavam da turnê, desde os bailarinos à banda, tudo passava por seus pitacos e supervisão.
Fato que fica constatado quando MJ interrompe os ensaios para dizer à banda o jeito que ele quer que os arranjos soem. Tudo de uma forma carinhosa, diga-se de passagem. "All for love", ele dizia. Dessa forma, pudemos ver músicas como Human Nature e The Way You Make Me Feel nascendo lindamente na frente dos nossos olhos. Isso sem falar no dueto feito com uma de suas backing vocalists em I Just Can’t Stop Loving You, na qual ele canta brilhantemente.

Em relação à direção, Kenny Ortega foi feliz em começar o filme com o processo seletivo que escolheu os dançarinos oficiais da turnê. Cada um dando seu depoimento sobre como foram influenciados pelo estilo de Michael e como estar no palco da turnê seria a realização de um sonho de vida.
Por falar em palco, tudo se resume a ele. A peça-chave de This is It é o palco. Lugar onde MJ se transformava. Em cima dele, Michael Jackson não era negro nem branco. Era uma mistura de perfeccionismo e talento. Um artista completo. Um dos maiores que o mundo teve o privilégio de conhecer.
[REVIEW] – Shakira: She Wolf
| Cotação: Produtores: |
"SOS, ela está disfarçada". É assim que começa o décimo álbum da carreira de Shakira e o terceiro em língua inglesa. E o "disfarçada" não é à toa. A colombiana encarnou uma verdadeira loba para o conceito do novo trabalho, com direito a uivos e uma coreografia que beira a barreira do erotismo, diga-se de passagem.
She Wolf é sensual, carnal e sexual. É um álbum que exala um desejo reprodutor, como disse Shakira em entrevista à revista Rolling Stone. Produzido pela própria Shakira e nomes como Wyclef Jean, The Neptunes e Timbaland, She Wolf não deixa de ser um álbum moderno, no qual os ritmos latinos, tão comuns à carreira da cantora, são substituídos por batidas eletrônicas, mais características da febre disco dos anos 70.
She Wolf não é um disco ruim. Muito pelo contrário. Faixas como She Wolf, Did it Again e Why Wait vão ocupar posições de destaque nas paradas de várias rádios espalhadas pelo mundo. Mas a grande incógnita de She Wolf e o que decepcionou os fãs mais fervorosos foi o disfarce que Shakira resolveu adotar. Longe do brilhantismo dos trabalhos anteriores, She Wolf não parece ser entoado pela mesma vocalista de músicas como "Underneath Your Clothes", "Whenever, Wherever" e "Don’t Bother". Infelizmente, She Wolf deixa uma sensação de desespero e de forçação.
É o sentimento de "ela não precisava disso" que fica e incomoda. Afinal, Shakira sabe cantar.








