[REVIEW] – Shakira: She Wolf
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"SOS, ela está disfarçada". É assim que começa o décimo álbum da carreira de Shakira e o terceiro em língua inglesa. E o "disfarçada" não é à toa. A colombiana encarnou uma verdadeira loba para o conceito do novo trabalho, com direito a uivos e uma coreografia que beira a barreira do erotismo, diga-se de passagem.
She Wolf é sensual, carnal e sexual. É um álbum que exala um desejo reprodutor, como disse Shakira em entrevista à revista Rolling Stone. Produzido pela própria Shakira e nomes como Wyclef Jean, The Neptunes e Timbaland, She Wolf não deixa de ser um álbum moderno, no qual os ritmos latinos, tão comuns à carreira da cantora, são substituídos por batidas eletrônicas, mais características da febre disco dos anos 70.
She Wolf não é um disco ruim. Muito pelo contrário. Faixas como She Wolf, Did it Again e Why Wait vão ocupar posições de destaque nas paradas de várias rádios espalhadas pelo mundo. Mas a grande incógnita de She Wolf e o que decepcionou os fãs mais fervorosos foi o disfarce que Shakira resolveu adotar. Longe do brilhantismo dos trabalhos anteriores, She Wolf não parece ser entoado pela mesma vocalista de músicas como "Underneath Your Clothes", "Whenever, Wherever" e "Don’t Bother". Infelizmente, She Wolf deixa uma sensação de desespero e de forçação.
É o sentimento de "ela não precisava disso" que fica e incomoda. Afinal, Shakira sabe cantar.
Shakira na capa da Rolling Stone
Pegando carona na divulgação do seu último álbum, She Wolf, Shakira concedeu uma entrevista para a Rolling Stone americana. Na matéria, entitulada "Can Shakira Conquer the World?", a colombiana fala sobre a pressão de se estabelecer no mercado norte-americano e a vontade de ser mãe.
A publicação também liberou um vídeo com o ensaio fotográfico feito para a edição que pode ser visto aqui.




